
Todos os dias nos são apresentados exemplos de casas feitas com domótica e de sistemas para apartamentos, moradias, condomínios, edifícios, hospitais, etc, mas será que qualquer sistema cumpre os requisitos exigidos?! E se sim, então porquê a diferença de preços?! Estas perguntas em geral não são devidamente respondidas, ou não são sequer abordados pelos diversos fornecedores de sistemas domóticos, porque poderiam pôr em causa a fiabilidade ou a capacidade de determinado sistema e denegrir a sua própria imagem perante os outros. Este é um dos motivos pelos quais a domótica está tão pouco definida em Portugal, levando a imprecisões e a comparações de sistemas com tecnologias completamente diferentes, que são colocados no mesmo patamar. Isto leva a que os sistemas deixem de ser comparados devido à sua tecnologia de comunicação, fiabilidade, potencial em termos de expansão, tipo de protocolo, etc e se passe a centrar como assunto principal o preço que se paga por ele. No fundo, o que se subentende, é que não há interesse em explicar as diferenças, resumindo a argumentação para a escolha de um produto ao simples factor económico.

Na última opinião sobre ‘tantos sistemas, qual escolher!’ procurei explicar que todos os sistemas têm mercado e que há que saber escolher aquele que realmente se aplica melhor às suas necessidades. Neste artigo pretendo alertar para as diferentes tecnologias que existem, tanto a nível de software como hardware entre sistemas supostamente concorrentes, de modo a que o cliente reconheça que realmente existem diferenças que podem ou não ser relevantes para o seu caso.
Em geral existem dois tipos de protocolos – os proprietários e os não proprietários. E as perguntas começam logo a surgir: “então e o que se entende por protocolos?!”
Protocolo é o meio de comunicação entre os elementos constituintes de um sistema domótico, ou seja, uma casa inteligente é constituída por vários módulos que vão comandar os circuitos de iluminação, estores, etc, os quais recebem ordens dos interruptores que estão na parede que as enviam através de um cabo de bus. Essas ordens enviadas têm uma linguagem que vai ser descodificada dentro do sistema e irá desencadear a acção pretendida. A esta linguagem chama-se o protocolo de comunicação. (continua...)
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