segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Mercado como ele é...


Actualmente o mercado da domótica está em expansão e como tal aparecem muitas novas empresas que começam a dar os primeiros passos nesta direcção. Estes são sempre os mais difíceis e onde normalmente se arrisca mais para se entrar numa área que todos acham ser rentável e próspera.
Com a ideia de conseguir entrar na área recorre-se a todos os meios para obter a primeira obra e a partir daí desenvolver conhecimentos e aprender com os próprios erros. Não sendo uma filosofia errada, o problema é que nesta altura os erros cometidos, podem causar grandes transtornos numa instalação, podendo ser difíceis de emendar, criando dificuldades para o cliente e consequentemente para a imagem da domótica em Portugal.
As empresas que trabalham com esta filosofia são as principais concorrentes para aqueles que já trabalham há alguns anos no mercado e que apostam na formação e especialização com os custos que daí advêm. A aposta na formação e na especialização em determinados sistemas, requer um esforço grande por parte das empresas e tempo disponível por parte dos técnicos que devem aplicar logo os conhecimentos adquiridos, o que nem sempre acontece. Na Eurodomótica aparecem-nos muitos clientes, com perfis completamente diferentes, tornando a empresa saudável em termos de disponibilização de soluções e fazendo com que nós próprios aprendamos com os nossos clientes e com as suas ideias.

Mas mesmo pensando na segurança que uma empresa certificada pode dar, da experiência adquirida, das soluções diferenciadas que pode oferecer, ainda existem clientes que ultrapassam tudo isso e seguem o caminho pelo preço mais baixo que por vezes lhes sai bastante caro. Todo o mercado, de todos os produtos, em qualquer tipo de área, funciona assim. Nos automóveis há as oficinas da esquina e há as oficinas oficiais, com os seus técnicos que recebem formações específicas das marcas que trabalham. O mesmo se passa quando falamos das soluções que as marcas oferecem. Há uns anos atrás ter vidros eléctricos e ar condicionado era para os ricos, agora qualquer carro vem totalmente equipado, isto para dizer que as soluções que agora nos parecem muito futuristas, daqui a uns anos serão banais. Iremos chegar à conclusão que os preços de uma empresa especializada em domótica, quando comparados com os de uma empresa que faz de tudo um pouco, justificarão a escolha e a segurança dada por técnicos especializados. Até lá o mercado terá de aprender com os seus erros como temos visto até agora: obras e soluções que não lembram a ninguém, com produtos que estão no seu limite de capacidade, vendidos por comerciais que fazem de tudo para vingar numa área em que a opinião de um técnico poderá ser por vezes mais importante, apesar da linguagem poder ser mais difícil, do que a do vendedor que apenas sabe aquilo que ouve. No fundo esta “opinião” está virada no sentido de proteger o cliente, alertando-o para os perigos e para que se previna. Mais uma vez friso que estar informado sobre as soluções e as pessoas envolvidas no projecto, é muito importante e quem trabalha bem certamente que não terá qualquer problema em lhe mostrar os certificados e em lhe explicar as diferentes soluções de que dispõe.

Quanto custa uma casa com domótica?


Hoje em dia quando se fala de domótica e das funções, conforto, reduções de custos energéticos, etc a primeira pergunta que salta é: “Então e quanto é que fica fazer uma casa com domótica?”
Esta é uma daquelas perguntas que já nos foram colocadas muitas vezes e para a qual a resposta é sempre muito difícil! Não porque as empresas não saibam os preços dos seus produtos, não porque não queiram dizer, mas porque tudo vai depender daquilo que quer controlar, como quer controlar, a partir de onde os quer comandar, que sistema vai querer instalar, que tipo de aparelhos vai querer integrar, etc, etc, etc…
Se não vejamos um exemplo: uma pessoa que queira controlar apenas a casa no que diz respeito à segurança, tanto de intrusão como os restantes alarmes técnicos tipo controlo de inundação, incêndio, gás, com corte de electroválvulas de água e gás, etc, e possivelmente um controle de estores centralizado, num apartamento tipo T2, não poderá gastar o mesmo que um cliente que, para além dessas funções, gostaria ainda de ver toda a casa controlada pela Internet, com consolas de comando na entrada, comandos via rádio multi-funções, fechaduras com impressão digital, estações metrológicas, comando por SMS, distribuição som e vídeo multiroom etc, etc, etc…
São realidades diferentes nas quais, não só muda o número de saídas para comandar o sistema, como pode mudar o próprio sistema, sendo necessário usar filosofias completamente diferentes. O sistema domótico aplicado no primeiro caso, poderá não ter capacidade em termos de módulos, comunicação, funcionalidades, etc, para efectuar aquilo que se deseja no segundo, e o que é aplicado no segundo caso poderá ter capacidades demasiado sofisticadas e dispendiosas das quais o primeiro não irá tirar total partido.
Poderá ainda escolher um sistema que possa ser expansível, ou seja, apesar de apenas optar pelas possibilidades iniciais de alarmes, posteriormente terá a possibilidade de ampliar para outras soluções que neste caso ficariam pré-instaladas, sendo sempre necessário definir que tipo de solução pretenderá.
Actualmente é um pouco difícil definir onde acaba a instalação convencional e começa a domótica e isso leva-nos ainda a outra questão que seria: o que considera domótica na sua casa?! Porque, se achar que ao passar num corredor e as luzes se acenderem tem domótica em casa, então o preço da domótica baixa consideravelmente!
O que podemos aconselhar é que tente saber de entre aquilo que lhe é oferecido, o que realmente tem importância para si e a partir daí procurar o produto que melhor se adapte ao que deseja. Depois de eliminados alguns sistemas irá deparar-se com duas ou três soluções e então confronte os produtos ou entre em contacto com uma empresa que lhe esclareça as diferenças entre os sistemas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Apresentação da Associação KNX Portugal


Bom, na verdade esta associação já existia á uns anos, mas com o nome de EIBA Portugal (European Instalation Buss Association Portugal), sendo que, após a associação de mais empresas e a união com outros novos protocolos de comunicação, se passou a chamar Konnex ou KNX. Ou seja, é ela que nos representa a todos no mercado da domótica a nível nacional e internacional. Esta associação tem como o objectivo a divulgação do conceito do sistema domótico EIB/KNX e a formação dos futuros programadores de Portugal. Peço desculpa, se por vezes referir EIB, em vez KNX nas minhas publicações, mas passei tantos anos a dizer EIB que me parece uma boa designação do sistema (European instalation buss) e agora não me habituo a dizer KNX, que é um diminutivo de Konnex, algo que parece que não me diz nada (Espero que me perdoem o comentário).

O Sistema EIB/KNX cresceu e está espalhado por todo o mundo. Se pensarmos em protocolos de comunicação de sistemas domóticos, como já referi atrás, o EIB/KNX é referido certamente como um dos principais. Isto não se deve apenas ao tipo de comunicação que utiliza, deve-se sobretudo a uma estrutura bem montada e apoiada nas principais marcas a nível do mercado eléctrico, que permite uma integração muto mais abrangente de vários sistemas e protocolos. Uma das últimas e maiores evoluções, foi a associação com o sistema DALI, fazendo o controlo dos balastros das iluminações fluorescentes através de uma DALI Gateway (iremos certamente ter que falar sobre este tema). Ora um sistema que dá este tipo de passos, trás certamente outro tipo de segurança e fiabilidade.

O presidente da Konnex apresentou o sistema e explicou o desenrolar dos seus trabalhos, o caminho que pretendem seguir e os mercados em que irão apostar. Com está bom de ver, o residencial está a evoluir muito e a exigir das marcas uma constante actualização dos seus produtos, de modo ao EIB/KNX se integrar cada vez mais com outros sistemas existentes nas casas. Foram apresentados dois exemplos, vencedores do prémio internacional de EIB/KNX, de integrações com o sistema e suas funcionalidades, refortalecendo o potencial que tem e a evolução constante que está a ser exigida.

Esta primeira apresentação foi para integradores activos, projectistas e arquitectos envolvidos no meio, assim como para a comunicação social. Este é o inicio de uma associação que tem muito para fazer e que parece agora abrir uma página que se pretende bastante cheia. Espero que consigamos, todos juntos, divulgar a domótica e trazer tecnologia para Portugal.

Felicitações pela apresentação e que a domótica cresça em Portugal

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Crescimento da Domótica em Portugal

A domótica está a crescer em Portugal, isto é um facto que toda a gente sabe, mas é importante que cresça de um modo sustentado e organizado. Existem cursos de especialização, uns pagos outros oferecidos pelos fabricantes, para que as empresas instaladoras e integradoras de sistemas estejam sempre actualizadas em relação aos novos produtos que todos os anos ou mesmo meses, são lançados pelas marcas fabricantes.

A escolha de uma empresa especializada na área é sempre complicada, mas deverá ser cada vez mais uma exigência, tanto por parte dos fabricantes como dos clientes, a certificação das capacidades da empresa e dos técnicos responsáveis. Um curso de domótica pode custar a uma empresa 1500 euros e este investimento com os seus técnicos, deveria trazer frutos não só para o técnico como para a própria empresa. Como hoje em dia qualquer pessoa entra na área e se apresenta como um especialista aos olhos do comum mortal, bastando para isso utilizar uma linguagem um pouco mais técnica, não lhe sendo exigido qualquer tipo de certificação. As empresas que investem em formação, apostam numa diferenciação que torna o projecto obviamente mais completo e tecnicamente superior, não sendo por vezes valorizado convenientemente pelo cliente.

O factor monetário é sempre importante em tudo, mas cada vez mais as pessoas levam os carros a fazer a revisão à marca e não à oficina da esquina, precisamente porque o serviço é melhor, mais personalizado, mais técnico e os produtos mais sofisticados, requerendo por esse motivo um técnico específico para a resolução do problema.

O facto de começarem a aparecer muitas empresas nesta área, é muito importante para o crescimento da mesma, mas este crescimento quer-se sustentado, de modo a que o cliente não se sinta enganado com o produto final. Os próprios electricistas sentem a necessidade de crescer e aderir às novas tecnologias, mas por vezes a tecnologia que lhes é apresentada, ultrapassa um pouco aquilo a que estão habituados. Uns, os mais afoitos, agarram-se aos produtos e com o apoio das marcas desenvolvem a sua primeira instalação com domótica, oferecendo a solução que lhes parece a mais apropriada escolhendo o sistema que lhes presta o maior apoio técnico, outros desistem por achar que está acima das suas capacidades e outros ainda recorrem a empresas, chamadas integradoras de sistemas, que os apoiam e ajudam a oferecer a melhor solução. Este tipo de empresas não são concorrentes dos electricistas, nem dos projectistas, nem das marcas, mas sim especialistas que se fazem cobrar pelo know how que têm e pelas soluções que apresentam, ajudando todos e, por consequência, ajudando-os a eles também, porque quanto melhor servido o cliente ficar, melhor visto fica o electricista ou o projectista que requereu a ajuda especializada e, portanto, melhor o resultado final. Esta é a função de empresas como a Eurodomótica: integrar sistemas, aconselhar e tornar a casa um espaço em que todos os intervenientes estão interligados, de um modo mais ou menos sofisticado, criando uma maior sensação de conforto e reduzindo os consumos energéticos.

Será que a domótica funciona?

Várias questões surgem quando se começa a falar do tema da domótica, “isso é muito caro!” ‘isso é muito complicado e depois eu não saberia funcionar!” “isso são coisas muito sofisticadas e avariam” ‘ isso não funciona bem!”.

Realmente a grande maioria das pessoas ainda está muito relutante em relação a estas novas tecnologias, apesar de terem facilmente aderido a muitas das mesmas funcionalidades no seu automóvel, de um modo rápido e sem grandes dúvidas, porque quando se trata de tecnologia que vem trazer conforto, depressa todos se habituam. Basta lembrar como era mudar o canal da TV sem comando IV ou no caso dos carros, abrir os vidros, ligar o ar condicionado, a direcção assistida, os Air bags, tantas funções que se calhar nem damos por elas, mas que realmente existem, estão lá e normalmente só as vemos quando falham e o vidro não desce, ou quando nos salvam de perigos evitando perdas muito maiores. Nestes casos ninguém tem dúvidas em dizer que realmente cada vez apreciamos mais estas opções, que na verdade trazem um conforto acrescido, evoluindo no sentido de se tornarem sempre mais e mais fiáveis e sofisticadas.

Nos sistemas domóticos passa-se o mesmo. Frequentemente aparecem casas que nos apresentam soluções e serviços extra, tentando ir ao encontro das necessidades de segurança, conforto e economia a que as pessoas estão habituadas nos seus carros e que sem se darem conta, gostariam de ver passar para as suas casas que é o local onde passam, provavelmente, mais tempo e onde possuem os seus bens mais preciosos.


O preconceito que a domótica é um “bicho de sete cabeças” e que é muito complicado de usar, já vem de trás, de outros produtos que nos foram apresentados em tempos passados, como videogravadores, câmaras de filmar, rádios, etc, que efectuavam tantas funções que acabavam por ser muito complicados de utilizar e caíam no esquecimento.


A domótica, quando bem projectada, visa precisamente evitar as grandes complicações e simplificar ao máximo a utilização das nossas casas, tendo sempre em conta a personalidade do cliente final, que se torna um dos factores mais importantes para a elaboração de um bom projecto de domótica. O facto de ter os comandos normais na parede que acendem e apagam as luzes como se fosse uma instalação convencional, não impede que através da domótica se possam fazer comandos gerais por divisão, que podem ou não ser utilizados pelo cliente final. O facto de existirem funções extra em cada divisão, não quer dizer que as funções normais não estejam também presentes. Podem é ter algumas funcionalidades que facilitam e trazem um conforto extra ás instalações eléctricas. Para além disso, podem ser programadas funcionalidades que, com o decorrer do tempo, serão ajustadas ás necessidades. Por exemplo, um comando que hoje é das luzes, pode daqui a uns anos ser programado como um alarme médico, ou com qualquer outra funcionalidade que traga uma mais valia para a instalação e sobretudo para o cliente. A ideia é facilitar o uso das instalações e torná-las o mais flexíveis possível, evitando por exemplo ter vários comandos para a TV, DVD, Áudio, etc e passar a ter apenas um que para além de comandar tudo através de menus simples e intuitivos, comande ainda as luzes, estores, alarmes, os ares condicionados, aquecimento, através de menus específicos para cada caso.


A falta de fiabilidade dos sistemas domóticos vai progressivamente caindo por terra, visto que as empresas começam a conhecer melhor os produtos que instalam tornando-os cada vez mais eficientes e fiáveis, havendo um crescente de técnicos especializados em cada marca, que garantem o bom funcionamento dos seus produtos. O importante é que os projectistas se consciencializem de que a domótica é uma realidade e que cada caso é um caso e sobretudo que existem empresas que só trabalham nesta área e que os podem ajudar a escolher, projectar, aconselhar e alertar para o sistema mais apropriado para determinado caso. A fiabilidade de um sistema depende muito da escolha adequada para cada projecto e do acompanhamento que é feito para garantir que tudo o que foi previsto esteja na realidade a ser aplicado e efectuado, prevendo reservas, se necessário, para alguns aparelhos que poderão vir a ser instalados mais tarde pelo cliente. Muitas vezes, quando as funcionalidades pretendidas não funcionam como esperado, a culpa deve-se ao facto dos aparelhos escolhidos para executarem as funções desejadas não serem os mais apropriados para a situação, levando muitas vezes o cliente a pôr em causa todo o sistema e toda a domótica. Para que isto não aconteça, deverá sempre existir um técnico experiente que o poderá aconselhar, explicando-lhe a melhor maneira e o produto mais apropriado para a função pretendida. Daí existirem empresas especializadas em sistemas domóticos, que lidam todos os dias com este tipo de questões e com as quais poderá e deverá informar-se e apoiar-se, não só nas ideias como no modo de as pôr em prática. Muitas vezes algumas ideias que os clientes têm são incompatíveis com outras funções já implementadas e ninguém melhor para o aconselhar e orientar nos prós e contras das suas opções, do que um técnico que lida com estes sistemas todos os dias.


Mais cedo ou mais tarde, todos se vão ver dentro de casas cada vez mais interactivas e mais confortáveis, utilizando funções de domótica sem se dar conta que por detrás de um simples toque para executar uma função predefinida, está um conjunto de módulos e instalação eléctrica que há uns tempos atrás achariam muito complicado ter em sua casa. Esta é pelo menos a esperança de todos os que trabalham na domótica e veremos se daqui a uns tempos, não muitos, nos vão dar ou não razão! “Domotiquizem” as vossas casas e não se arrependerão!

De entre tantos Sistemas domóticos, qual deles escolher? (Parte 2)

Podemos ver que o grau de sofisticação e de integração vai aumentando e como tal as capacidades do sistema terão de o acompanhar, o que não significa que um “sistema domótico com menor capacidade” para um apartamento, seja uma opção errada! Depende muito daquilo que o cliente deseja e do que ele entende que é a domótica para o seu caso e da relação de custo/beneficio que está disposto a gastar!

Existem sistemas via rádio, via correntes portadoras, via bus dedicado (com protocolo de comunicação fechado chamados sistemas proprietários, desenvolvidos exclusivamente por uma marca e apenas para os produtos dessa marca, obedecendo somente aos critérios de qualidade impostos pela própria marca) ou com protocolo de comunicação aberto (desenvolvidos por várias marcas e que por terem que obedecer a critérios de funcionamento integrado e de fiabilidade de sistema os tornam mais caros), sistemas centralizados (em que o todos os componentes reportam a um “cérebro” central), sistemas descentralizados (cada mecanismo tem um “cérebro” próprio que interactua com os outros), etc.

Todos estes sistemas têm mercado e podem inclusivamente interagir uns com os outros se for caso disso, o que é preciso é saber integrá-los e quanto melhor integrados forem, melhor será o serviço efectuado pela empresa responsável pelo desenvolvimento da solução. Daí que a resposta para a pergunta chave: “então e quanto custa ter uma casa inteligente?” não seja fácil, pois depende daquilo que deseja controlar, do grau de controlo desejado, da dimensão do projecto etc.

Aquilo que aconselhamos é que procurem saber o porquê das diferenças de preços e que dentro daquilo que desejam implementar, escolham ou procurem pessoas que vos informem do sistema adequado ao vosso caso, porque cada caso é um caso.

Este tipo de empresas chamam-se “integradoras de sistemas”, como é o caso da Eurodomótica, e o seu papel é aconselharem, integrarem e justificarem as suas escolhas, de modo a que as relações qualidade, funcionalidade e preço sejam as melhores para conseguirem satisfazer inteiramente as expectativas do cliente.


De entre tantos Sistemas domóticos, qual deles escolher? (Part 1)


Hoje em dia o cliente final depara-se com uma quantidade enorme de produtos, soluções e sistemas que lhe são apresentados pelos comerciais das marcas respectivas, como sendo o produto ideal para a sua casa. Todos os produtos de todas as marcas adequam-se na perfeição às exigências do cliente, mesmo que para isso se tenha que contornar alguns dos seus desejos de modo a adaptá-los às capacidades de determinado sistema.

Muitas vezes, no fim de cada apresentação, o cliente sai ainda mais baralhado pensando que aquele seria o sistema certo para o que imaginava ter. Um comercial que defende uma marca, irá sempre defender uma solução final com o seu produto, pelo que o cliente deverá abstrair-se da marca e verificar se essa solução é ou não a desejada para o seu caso específico.

Na Eurodomótica chegam-nos muitos destes casos e começa a ser difícil explicar quais as diferenças entre os muitos sistemas e quais as vantagens ou desvantagens de uns em relação aos outros, visto que na realidade hoje em dia não acreditamos que existam sistemas maus, mas sim sistemas que para uma determinada solução poderão não ser os mais apropriados.

Do nosso ponto de vista e a título explicativo, um sistema que é aplicado num apartamento para assegurar a segurança e os alarmes técnicos e eventualmente alguma centralização de estores ou algo semelhante, não pode ou não deverá ser comparado a um sistema para uma casa com alguma dimensão em que se pretenda controlar toda a iluminação, estores, aquecimento, desejando já uma consola à entrada, etc, e ainda menos quando se trata de uma casa de dimensões maiores em que se deseja ter tudo o possível e imaginário, controlado via rádio, Internet, etc integrado no mesmo sistema. (Continua...)

Agora vai avançar...


Peço desde já desculpas pelo tempo de inactividade neste blog e tentarei não só voltar mais activo, como também com algumas vertentes novas.
Espero apresentar algumas imagens daquilo que temos feito, e alguns comentários ao que se vai passando na domótica em Portugal, tentando explicar o fundamento da domotica e dos sistemas domóticos
Vamos tentar explicar o estado da domótica em Portugal e no mundo, para uma visão global do tema e provavelmente algumas criticas construtivas, com o intuito de aumentar a divulgação dos aspectos positivos que a domótica pode trazer, se bem pensada e bem programada. Espero que gostem.

Domótica - Diferentes tipos de Protocolos (Parte 2)


Os protocolos dividem-se em dois grandes tipos: os não proprietários e os proprietários. Num protocolo não proprietário trabalham e são desenvolvidos produtos por diversas marcas de material eléctrico, que são obrigados a cumprir várias regras e exigências de qualidade, de modo a que todos os seus constituintes comuniquem entre si, apesar da marca poder diferir. No fundo e explicando de um modo mais simples e menos técnico, é como se os diferentes produtos fossem pessoas de diferentes países com a mesma língua oficial, que se entendem porque falam todos inglês, por exemplo.


Para além disso existem vários fabricantes a pressionar e a trazer novas soluções e novos produtos que podem ser integrados com instalações existentes, completando assim o leque de funcionalidades de uma casa. É claro que estas características obrigam a que as marcas cumpram certos requisitos nos seus módulos, impostos pela comunidade. Isto leva ao encarecimento dos produtos para o cliente final.


Daí que, quando se fala de produtos diferentes com as mesmas funcionalidades por metade do preço, uma das perguntas fundamentais é saber qual o tipo de linguagem (protocolo) que utilizam. Isto não significa que os produtos que utilizam protocolos proprietários sejam piores que os outros, pode até nem ser o caso, significa apenas que existem justificações para as diferenças de custos, que podem ou não ser relevantes para o cliente final. Ao falar de um protocolo proprietário, subentende-se que seja um tipo de comunicação fechada e que não interage com o exterior, utilizando apenas os recursos disponíveis dentro dos produtos que a marca desenvolveu para o seu sistema.No entanto, dentro dos sistemas proprietários há alguns que apesar de possuírem protocolos proprietários, têm portas de comunicação com outros tipos de sistemas (chamadas gateways) que permitem a interligação com linguagens de comunicação que não a delas, fazendo no fundo de tradutores de línguas.



No final, a escolha do sistema e consequentemente do protocolo, depende do projecto em causa e daí o facto de empresas integradoras de sistemas, como a Eurodomótica terem como parceiros vários tipos de marcas com vários tipos de sistemas que são aplicados consoante as circunstâncias e essa é a característica essencial para a satisfação do cliente final. O importante em todos os casos é saber e ter a noção do que se está a comprar, de modo a que o cliente final não tenha uma ideia errada do produto e da solução e que não se sinta “enganado” com a solução apresentada.





terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Domótica - Diferentes tipos de Protocolos (Parte 1)


Todos os dias nos são apresentados exemplos de casas feitas com domótica e de sistemas para apartamentos, moradias, condomínios, edifícios, hospitais, etc, mas será que qualquer sistema cumpre os requisitos exigidos?! E se sim, então porquê a diferença de preços?! Estas perguntas em geral não são devidamente respondidas, ou não são sequer abordados pelos diversos fornecedores de sistemas domóticos, porque poderiam pôr em causa a fiabilidade ou a capacidade de determinado sistema e denegrir a sua própria imagem perante os outros. Este é um dos motivos pelos quais a domótica está tão pouco definida em Portugal, levando a imprecisões e a comparações de sistemas com tecnologias completamente diferentes, que são colocados no mesmo patamar. Isto leva a que os sistemas deixem de ser comparados devido à sua tecnologia de comunicação, fiabilidade, potencial em termos de expansão, tipo de protocolo, etc e se passe a centrar como assunto principal o preço que se paga por ele. No fundo, o que se subentende, é que não há interesse em explicar as diferenças, resumindo a argumentação para a escolha de um produto ao simples factor económico.

Na última opinião sobre ‘tantos sistemas, qual escolher!’ procurei explicar que todos os sistemas têm mercado e que há que saber escolher aquele que realmente se aplica melhor às suas necessidades. Neste artigo pretendo alertar para as diferentes tecnologias que existem, tanto a nível de software como hardware entre sistemas supostamente concorrentes, de modo a que o cliente reconheça que realmente existem diferenças que podem ou não ser relevantes para o seu caso.
Em geral existem dois tipos de protocolos – os proprietários e os não proprietários. E as perguntas começam logo a surgir: “então e o que se entende por protocolos?!”
Protocolo é o meio de comunicação entre os elementos constituintes de um sistema domótico, ou seja, uma casa inteligente é constituída por vários módulos que vão comandar os circuitos de iluminação, estores, etc, os quais recebem ordens dos interruptores que estão na parede que as enviam através de um cabo de bus. Essas ordens enviadas têm uma linguagem que vai ser descodificada dentro do sistema e irá desencadear a acção pretendida. A esta linguagem chama-se o protocolo de comunicação. (continua...)

Domótica - Casas Inteligentes

Quem não se lembra do aparecimento da Internet, em que se podia, através do computador, entrar num mundo completamente novo, sem sair de casa e comunicar com o mundo inteiro. Nessa altura todos sabiam que a Internet era o futuro e que iria abrir muitas portas, mas no entanto a adesão não foi imediata. Com o passar dos anos e com o reconhecimento das vantagens que trouxe para todos, passamos a ter a Internet como um bem essencial tanto para o trabalho, como para o lazer. As casas inteligentes estão a entrar precisamente nessa fase, em que se começam a ver os benefícios que podem trazer, mas em que nem todas as pessoas (apesar de saberem que será o futuro dentro em breve) estão dispostas a apostar. As novas tecnologias passaram sempre por estas fases, até que os clientes se convençam quão importantes são para o bem estar e conforto de cada um e entrem na filosofia do quotidiano das famílias. A Internet passou pelo mesmo, os automóveis passaram pelo mesmo, os telemóveis passaram pelo mesmo e hoje em dia são tudo produtos cada vez mais complexos e em que uns desfrutam de umas funcionalidades e outros de outras, mas elas estão sempre presentes e são um requisito importantes para todos os clientes.

Apresentação

Pretende-se com este blog, dar a nossa visão sobre a domótica. Vamos tentar explicar algumas diferenças entre sistemas domóticos intruduzindo sempre que possivel exemplos e algumas imagens. Espero que gostem...