
Os protocolos dividem-se em dois grandes tipos: os não proprietários e os proprietários. Num protocolo não proprietário trabalham e são desenvolvidos produtos por diversas marcas de material eléctrico, que são obrigados a cumprir várias regras e exigências de qualidade, de modo a que todos os seus constituintes comuniquem entre si, apesar da marca poder diferir. No fundo e explicando de um modo mais simples e menos técnico, é como se os diferentes produtos fossem pessoas de diferentes países com a mesma língua oficial, que se entendem porque falam todos inglês, por exemplo.
Para além disso existem vários fabricantes a pressionar e a trazer novas soluções e novos produtos que podem ser integrados com instalações existentes, completando assim o leque de funcionalidades de uma casa. É claro que estas características obrigam a que as marcas cumpram certos requisitos nos seus módulos, impostos pela comunidade. Isto leva ao encarecimento dos produtos para o cliente final.
Daí que, quando se fala de produtos diferentes com as mesmas funcionalidades por metade do preço, uma das perguntas fundamentais é saber qual o tipo de linguagem (protocolo) que utilizam. Isto não significa que os produtos que utilizam protocolos proprietários sejam piores que os outros, pode até nem ser o caso, significa apenas que existem justificações para as diferenças de custos, que podem ou não ser relevantes para o cliente final. Ao falar de um protocolo proprietário, subentende-se que seja um tipo de comunicação fechada e que não interage com o exterior, utilizando apenas os recursos disponíveis dentro dos produtos que a marca desenvolveu para o seu sistema.No entanto, dentro dos sistemas proprietários há alguns que apesar de possuírem protocolos proprietários, têm portas de comunicação com outros tipos de sistemas (chamadas gateways) que permitem a interligação com linguagens de comunicação que não a delas, fazendo no fundo de tradutores de línguas.
No final, a escolha do sistema e consequentemente do protocolo, depende do projecto em causa e daí o facto de empresas integradoras de sistemas, como a Eurodomótica terem como parceiros vários tipos de marcas com vários tipos de sistemas que são aplicados consoante as circunstâncias e essa é a característica essencial para a satisfação do cliente final. O importante em todos os casos é saber e ter a noção do que se está a comprar, de modo a que o cliente final não tenha uma ideia errada do produto e da solução e que não se sinta “enganado” com a solução apresentada.
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