
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O Mercado como ele é...

Quanto custa uma casa com domótica?
domingo, 8 de novembro de 2009
Apresentação da Associação KNX Portugal

quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O Crescimento da Domótica em Portugal
Será que a domótica funciona?
Várias questões surgem quando se começa a falar do tema da domótica, “isso é muito caro!” ‘isso é muito complicado e depois eu não saberia funcionar!” “isso são coisas muito sofisticadas e avariam” ‘ isso não funciona bem!”.
Realmente a grande maioria das pessoas ainda está muito relutante em relação a estas novas tecnologias, apesar de terem facilmente aderido a muitas das mesmas funcionalidades no seu automóvel, de um modo rápido e sem grandes dúvidas, porque quando se trata de
tecnologia que vem trazer conforto, depressa todos se habituam. Basta lembrar como era mudar o canal da TV sem comando IV ou no caso dos carros, abrir os vidros, ligar o ar condicionado, a direcção assistida, os Air bags, tantas funções que se calhar nem damos por elas, mas que realmente existem, estão lá e normalmente só as vemos quando falham e o vidro não desce, ou quando nos salvam de perigos evitando perdas muito maiores. Nestes casos ninguém tem dúvidas em dizer que realmente cada vez apreciamos mais estas opções, que na verdade trazem um conforto acrescido, evoluindo no sentido de se tornarem sempre mais e mais fiáveis e sofisticadas.
Nos sistemas domóticos passa-se o mesmo. Frequentemente aparecem casas que nos apresentam soluções e serviços extra, tentando ir ao encontro das necessidades de segurança, conforto e economia a que as pessoas estão habituadas nos seus carros e que sem se darem conta, gostariam de ver passar para as suas casas que é o local onde passam, provavelmente, mais tempo e onde possuem os seus bens mais preciosos.
O preconceito que a domótica é um “bicho de sete cabeças” e que é muito complicado de usar, já vem de trás, de outros produtos que nos foram apresentados em tempos passados, como videogravadores, câmaras de filmar, rádios, etc, que efectuavam tantas funções que acabavam por ser muito complicados de utilizar e caíam no esquecimento.

A domótica, quando bem projectada, visa precisamente evitar as grandes complicações e simplificar ao máximo a utilização das nossas casas, tendo sempre em conta a personalidade do cliente final, que se torna um dos factores mais importantes para a elaboração de um bom projecto de domótica. O facto de ter os comandos normais na parede que acendem e apagam as luzes como se fosse uma instalação convencional, não impede que através da domótica se possam fazer comandos gerais por divisão, que podem ou não ser utilizados pelo cliente final. O facto de existirem funções extra em cada divisão, não quer dizer que as funções normais não estejam também presentes. Podem é ter algumas funcionalidades que facilitam e trazem um conforto extra ás instalações eléctricas. Para além disso, podem ser programadas funcionalidades que, com o decorrer do tempo, serão ajustadas ás necessidades. Por exemplo, um comando que hoje é das luzes, pode daqui a uns anos ser programado como um alarme médico, ou com qualquer outra funcionalidade que traga uma mais valia para a instalação e sobretudo para o cliente. A ideia é facilitar o uso das instalações e torná-las o mais flexíveis possível, evitando por exemplo ter vários comandos para a TV, DVD, Áudio, etc e passar a ter apenas um que para além de comandar tudo através de menus simples e intuitivos, comande ainda as luzes, estores, alarmes, os ares condicionados, aquecimento, através de menus específicos para cada caso.
A falta de fiabilidade dos sistemas domóticos vai progressivamente caindo por terra, visto que as empresas começam a conhecer melhor os produtos que instalam tornando-os cada vez mais eficientes e fiáveis, havendo um crescente de técnicos especializados em cada marca, que garan
tem o bom funcionamento dos seus produtos. O importante é que os projectistas se consciencializem de que a domótica é uma realidade e que cada caso é um caso e sobretudo que existem empresas que só trabalham nesta área e que os podem ajudar a escolher, projectar, aconselhar e alertar para o sistema mais apropriado para determinado caso. A fiabilidade de um sistema depende muito da escolha adequada para cada projecto e do acompanhamento que é feito para garantir que tudo o que foi previsto esteja na realidade a ser aplicado e efectuado, prevendo reservas, se necessário, para alguns aparelhos que poderão vir a ser instalados mais tarde pelo cliente. Muitas vezes, quando as funcionalidades pretendidas não funcionam como esperado, a culpa deve-se ao facto dos aparelhos escolhidos para executarem as funções desejadas não serem os mais apropriados para a situação, levando muitas vezes o cliente a pôr em causa todo o sistema e toda a domótica. Para que isto não aconteça, deverá sempre existir um técnico experiente que o poderá aconselhar, explicando-lhe a melhor maneira e o produto mais apropriado para a função pretendida. Daí existirem empresas especializadas em sistemas domóticos, que lidam todos os dias com este tipo de questões e com as quais poderá e deverá informar-se e apoiar-se, não só nas ideias como no modo de as pôr em prática. Muitas vezes algumas ideias que os clientes têm são incompatíveis com outras funções já implementadas e ninguém melhor para o aconselhar e orientar nos prós e contras das suas opções, do que um técnico que lida com estes sistemas todos os dias.
Mais cedo ou mais tarde, todos se vão ver dentro de casas cada vez mais interactivas e mais confortáveis, utilizando funções de domótica sem se dar conta que por detrás de um simples toque para executar uma função predefinida, está um conjunto de módulos e instalação eléctrica que há uns tempos atrás achariam muito complicado ter em sua casa. Esta é pelo menos a esperança de todos os que trabalham na domótica e veremos se daqui a uns tempos, não muitos, nos vão dar ou não razão! “Domotiquizem” as vossas casas e não se arrependerão!
De entre tantos Sistemas domóticos, qual deles escolher? (Parte 2)
Podemos ver que o grau de sofisticação e de integração vai aumentando e como tal as capacidades do sistema terão de o acompanhar, o que não significa que um “sistema domótico com menor capacidade” para um apartamento, seja uma opção errada! Depende muito daquilo que o cliente deseja e do que ele entende que é a domótica para o seu caso e da relação de custo/beneficio que está disposto a gastar!
Existem sistemas via rádio, via correntes portadoras, via bus dedicado (com protocolo de comunicação fechado chamados sistemas proprietários, desenvolvidos exclusivamente por uma marca e apenas para os produtos dessa marca, obedecendo somente aos critérios de qualidade impostos pela própria marca) ou com protocolo de comunicação aberto (desenvolvidos por várias marcas e que por terem que obedecer a critérios de funcionamento integrado e de fiabilidade de sistema os tornam mais caros), sistemas centralizados (em que o todos os componentes reportam a um “cérebro” central), sistemas descentralizados (cada mecanismo tem um “cérebro” próprio que interactua com os outros), etc.
Todos estes sistemas têm mercado e podem inclusivamente interagir uns com os outros se for caso disso, o que é preciso é saber integrá-los e quanto melhor integrados forem, melhor será o serviço efectuado pela empresa responsável pelo desenvolvimento da solução. Daí que a resposta para a pergunta chave: “então e quanto custa ter uma casa inteligente?” não seja fácil, pois depende daquilo que deseja controlar, do grau de controlo desejado, da dimensão do projecto etc.
Aquilo que aconselhamos é que procurem saber o porquê das diferenças de preços e que dentro daquilo que desejam implementar, escolham ou procurem pessoas que vos informem do sistema adequado ao vosso caso, porque cada caso é um caso.
Este tipo de empresas chamam-se “integradoras de sistemas”, como é o caso da Eurodomótica, e o seu papel é aconselharem, integrarem e justificarem as suas escolhas, de modo a que as relações qualidade, funcionalidade e preço sejam as melhores para conseguirem satisfazer inteiramente as expectativas do cliente.
De entre tantos Sistemas domóticos, qual deles escolher? (Part 1)
Hoje em dia o cliente final depara-se com uma quantidade enorme de produtos, soluções e sistemas que lhe são apresentados pelos comerciais das marcas respectivas, como sendo o produto ideal para a sua casa. Todos os produtos de todas as marcas adequam-se na perfeição às exigências do cliente, mesmo que para isso se tenha que contornar alguns dos seus desejos de modo a adaptá-los às capacidades de determinado sistema.
Muitas vezes, no fim de cada apresentação, o cliente sai ainda mais baralhado pensando que aquele seria o sistema certo para o que imaginava ter. Um comercial que defende uma marca, irá sempre defender uma solução final com o seu produto, pelo que o cliente deverá abstrair-se da marca e verificar se essa solução é ou não a desejada para o seu caso específico.
Na Eurodomótica chegam-nos muitos destes casos e começa a ser difícil explicar quais as diferenças entre os muitos sistemas e quais as vantagens ou desvantagens de uns em relação aos outros, visto que na realidade hoje em dia não acreditamos que existam sistemas maus, mas sim sistemas que para uma determinada solução poderão não ser os mais apropriados.
Do nosso ponto de vista e a título explicativo, um sistema que é aplicado num apartamento para assegurar a segurança e os alarmes técnicos e eventualmente alguma centralização de estores ou algo semelhante, não pode ou não deverá ser comparado a um sistema para uma casa com alguma dimensão em que se pretenda controlar toda a iluminação, estores, aquecimento, desejando já uma consola à entrada, etc, e ainda menos quando se trata de uma casa de dimensões maiores em que se deseja ter tudo o possível e imaginário, controlado via rádio, Internet, etc integrado no mesmo sistema. (Continua...)
Agora vai avançar...
Domótica - Diferentes tipos de Protocolos (Parte 2)

Os protocolos dividem-se em dois grandes tipos: os não proprietários e os proprietários. Num protocolo não proprietário trabalham e são desenvolvidos produtos por diversas marcas de material eléctrico, que são obrigados a cumprir várias regras e exigências de qualidade, de modo a que todos os seus constituintes comuniquem entre si, apesar da marca poder diferir. No fundo e explicando de um modo mais simples e menos técnico, é como se os diferentes produtos fossem pessoas de diferentes países com a mesma língua oficial, que se entendem porque falam todos inglês, por exemplo.
Para além disso existem vários fabricantes a pressionar e a trazer novas soluções e novos produtos que podem ser integrados com instalações existentes, completando assim o leque de funcionalidades de uma casa. É claro que estas características obrigam a que as marcas cumpram certos requisitos nos seus módulos, impostos pela comunidade. Isto leva ao encarecimento dos produtos para o cliente final.
Daí que, quando se fala de produtos diferentes com as mesmas funcionalidades por metade do preço, uma das perguntas fundamentais é saber qual o tipo de linguagem (protocolo) que utilizam. Isto não significa que os produtos que utilizam protocolos proprietários sejam piores que os outros, pode até nem ser o caso, significa apenas que existem justificações para as diferenças de custos, que podem ou não ser relevantes para o cliente final. Ao falar de um protocolo proprietário, subentende-se que seja um tipo de comunicação fechada e que não interage com o exterior, utilizando apenas os recursos disponíveis dentro dos produtos que a marca desenvolveu para o seu sistema.No entanto, dentro dos sistemas proprietários há alguns que apesar de possuírem protocolos proprietários, têm portas de comunicação com outros tipos de sistemas (chamadas gateways) que permitem a interligação com linguagens de comunicação que não a delas, fazendo no fundo de tradutores de línguas.
No final, a escolha do sistema e consequentemente do protocolo, depende do projecto em causa e daí o facto de empresas integradoras de sistemas, como a Eurodomótica terem como parceiros vários tipos de marcas com vários tipos de sistemas que são aplicados consoante as circunstâncias e essa é a característica essencial para a satisfação do cliente final. O importante em todos os casos é saber e ter a noção do que se está a comprar, de modo a que o cliente final não tenha uma ideia errada do produto e da solução e que não se sinta “enganado” com a solução apresentada.
