Várias questões surgem quando se começa a falar do tema da domótica, “isso é muito caro!” ‘isso é muito complicado e depois eu não saberia funcionar!” “isso são coisas muito sofisticadas e avariam” ‘ isso não funciona bem!”.
Realmente a grande maioria das pessoas ainda está muito relutante em relação a estas novas tecnologias, apesar de terem facilmente aderido a muitas das mesmas funcionalidades no seu automóvel, de um modo rápido e sem grandes dúvidas, porque quando se trata de
tecnologia que vem trazer conforto, depressa todos se habituam. Basta lembrar como era mudar o canal da TV sem comando IV ou no caso dos carros, abrir os vidros, ligar o ar condicionado, a direcção assistida, os Air bags, tantas funções que se calhar nem damos por elas, mas que realmente existem, estão lá e normalmente só as vemos quando falham e o vidro não desce, ou quando nos salvam de perigos evitando perdas muito maiores. Nestes casos ninguém tem dúvidas em dizer que realmente cada vez apreciamos mais estas opções, que na verdade trazem um conforto acrescido, evoluindo no sentido de se tornarem sempre mais e mais fiáveis e sofisticadas.
Nos sistemas domóticos passa-se o mesmo. Frequentemente aparecem casas que nos apresentam soluções e serviços extra, tentando ir ao encontro das necessidades de segurança, conforto e economia a que as pessoas estão habituadas nos seus carros e que sem se darem conta, gostariam de ver passar para as suas casas que é o local onde passam, provavelmente, mais tempo e onde possuem os seus bens mais preciosos.
O preconceito que a domótica é um “bicho de sete cabeças” e que é muito complicado de usar, já vem de trás, de outros produtos que nos foram apresentados em tempos passados, como videogravadores, câmaras de filmar, rádios, etc, que efectuavam tantas funções que acabavam por ser muito complicados de utilizar e caíam no esquecimento.

A domótica, quando bem projectada, visa precisamente evitar as grandes complicações e simplificar ao máximo a utilização das nossas casas, tendo sempre em conta a personalidade do cliente final, que se torna um dos factores mais importantes para a elaboração de um bom projecto de domótica. O facto de ter os comandos normais na parede que acendem e apagam as luzes como se fosse uma instalação convencional, não impede que através da domótica se possam fazer comandos gerais por divisão, que podem ou não ser utilizados pelo cliente final. O facto de existirem funções extra em cada divisão, não quer dizer que as funções normais não estejam também presentes. Podem é ter algumas funcionalidades que facilitam e trazem um conforto extra ás instalações eléctricas. Para além disso, podem ser programadas funcionalidades que, com o decorrer do tempo, serão ajustadas ás necessidades. Por exemplo, um comando que hoje é das luzes, pode daqui a uns anos ser programado como um alarme médico, ou com qualquer outra funcionalidade que traga uma mais valia para a instalação e sobretudo para o cliente. A ideia é facilitar o uso das instalações e torná-las o mais flexíveis possível, evitando por exemplo ter vários comandos para a TV, DVD, Áudio, etc e passar a ter apenas um que para além de comandar tudo através de menus simples e intuitivos, comande ainda as luzes, estores, alarmes, os ares condicionados, aquecimento, através de menus específicos para cada caso.
A falta de fiabilidade dos sistemas domóticos vai progressivamente caindo por terra, visto que as empresas começam a conhecer melhor os produtos que instalam tornando-os cada vez mais eficientes e fiáveis, havendo um crescente de técnicos especializados em cada marca, que garan
tem o bom funcionamento dos seus produtos. O importante é que os projectistas se consciencializem de que a domótica é uma realidade e que cada caso é um caso e sobretudo que existem empresas que só trabalham nesta área e que os podem ajudar a escolher, projectar, aconselhar e alertar para o sistema mais apropriado para determinado caso. A fiabilidade de um sistema depende muito da escolha adequada para cada projecto e do acompanhamento que é feito para garantir que tudo o que foi previsto esteja na realidade a ser aplicado e efectuado, prevendo reservas, se necessário, para alguns aparelhos que poderão vir a ser instalados mais tarde pelo cliente. Muitas vezes, quando as funcionalidades pretendidas não funcionam como esperado, a culpa deve-se ao facto dos aparelhos escolhidos para executarem as funções desejadas não serem os mais apropriados para a situação, levando muitas vezes o cliente a pôr em causa todo o sistema e toda a domótica. Para que isto não aconteça, deverá sempre existir um técnico experiente que o poderá aconselhar, explicando-lhe a melhor maneira e o produto mais apropriado para a função pretendida. Daí existirem empresas especializadas em sistemas domóticos, que lidam todos os dias com este tipo de questões e com as quais poderá e deverá informar-se e apoiar-se, não só nas ideias como no modo de as pôr em prática. Muitas vezes algumas ideias que os clientes têm são incompatíveis com outras funções já implementadas e ninguém melhor para o aconselhar e orientar nos prós e contras das suas opções, do que um técnico que lida com estes sistemas todos os dias.
Mais cedo ou mais tarde, todos se vão ver dentro de casas cada vez mais interactivas e mais confortáveis, utilizando funções de domótica sem se dar conta que por detrás de um simples toque para executar uma função predefinida, está um conjunto de módulos e instalação eléctrica que há uns tempos atrás achariam muito complicado ter em sua casa. Esta é pelo menos a esperança de todos os que trabalham na domótica e veremos se daqui a uns tempos, não muitos, nos vão dar ou não razão! “Domotiquizem” as vossas casas e não se arrependerão!
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